Cuide bem de suas feridas.
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Feridas são inevitáveis, portanto, trate-as bem, para que cicatrizem; o que se pode evitar, dessa forma, são as infecções.
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Pensamentos uniformes.
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1. O que se pode esperar de uma pessoa que passa anos criticando uma atitude alheia, e, de repente, entra no esquema? Desonestidade.
2. Se não se quer experimentar a decepção, não se deve alimentar expectativas; mas, como viver sem contar com o próximo? Egoistamente.
3. O individualismo é o estilo de vida que garante a alguns a paz-de-espírito necessária para seguir tranqüilos e enxergar suas próprias traições cotidianas como atitudes banais.
4. Traição não é um míssil, que cai de repente, vindo do outro lado do planeta; é mais uma facada, vem de alguém muito próximo, insuspeitável, impiedosamente.
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Aquellos polvos traen estos lodos.
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Cuando la fuerza manda, la ley calla. De lo perdido saca lo que puedas. El mal entra a brazadas y sale a pulgaradas. Mala hierba nunca muere.
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"Porque a raiva do homem não produz a justiça que Deus quer."
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"Se alguém pensa que é religioso e não sabe controlar a língua, está enganando a si mesmo, e sua religião não vale nada." (Tiago 1,20;26)
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Meio-amigo, meio-filho-daquela?
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Então... Beber Coca-Cola choca pelo nariz é mais gostoso.
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Feliz?
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Sim, feliz. Nem sei porquê. Não tem motivo. É só estar, sabe?
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É.
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Em dias secos, quem me dera ser mais que uma samambaia.
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Maximus in minimis Deus.
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Maximus e tenui scintilla nascitur ignis. Maximus novator tempus.
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Silêncio.
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"Se minha intenção vem do nível do silêncio, do espírito, ela traz em si os mecanismos para se concretizar". (Deepak Chopra)
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Olha a hora!
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Haicai.
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quem olha esta noite enxerga as estrelas brancas quando as nuvens passam
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Haicai.
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o vento assopra uma porta fechada perdendo seu tempo
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Haicai.
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a noite fria um pensamento passa bem resfriado
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Lumen mundi.
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Dominus lux mea est. Dominus protector vitae meae; a quo trepidabo? Domine Deus, memento mei. Lux benigna et veritas.
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Momento auto-ajuda (ou: um discreto pedido de socorro).
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"Meu espírito é um campo de possibilidades infinitas que conecta tudo o mais. Meu diálogo interno reflete meu poder interno. Minhas intenções têm poder infinito de organização. Relacionamentos são a coisa mais importante em minha vida. Eu sei como atravessar turbulências emocionais. Eu abraço o feminino e o masculino em mim. Estou alerta para a conspirações das improbabilidades." (Sete Leis da Sincronicidade para começar a ver a Mágica da Vida, Deepak Chopra)
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Ouvindo o Ibope, amizade.
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Google satellite map. Black people. Circulando. Aids. Interesting images. Amigo falso. Satelite maps. Little girl. Nickelodeon. Olhar. 48. Pablo Picasso. Então... satellite google map de black people circulando maps o que do e satelite aids little picasso da 48 a miritititua um girl olhar amigo falso para pablo diferente.
(Se você não entendeu nada, nem eu. Esse post foi escrito com as palavras que mais ajudaram as pessoas a chegar ao circulando.com, via mecanismos de busca. Nem imagino como Black People, miritititua e Little girl podem fazer o Google apontar para cá, mas, pelo menos, fico feliz por não haver trazido ninguém procurando por assassinato, caso Isabella, brasileirinhas, hot sex, bizarre, orgasmic, fucking, Ronaldo ou raspadinhas ao blog. Ehehehehe... Se bem que escrever um post com sexo, sexo, sexo, só pra chamar a atenção e ficar olhando o comportamento das estatísticas, deva ser bem interessante num dia frio como hoje. Melhor não... daí a sair escrevendo posts com coisas repugnantes como kkk e vc q tc é um pulinho. Eca!)
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Twitter. Mixwit. Tempo circulando.
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No feriado, acho que vou colocar o Twitter, o Mixwit e o link para o Tempo circulando (canal hospedado pelo finetune) na barra lateral, para acesso mais rápido. Fica bom?
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Jogar fora.
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"A idéia é não acumular. A idéia é aprender a jogar fora. Jogar fora significa estar aberto para o que pode vir. Jogar fora é abrir mão das coisas que já foram e ficaram para trás. Jogar fora é estar em harmonia com o movimento do universo. E o movimento do universo não é acumulativo. No universo as coisas vêm e vão. Mas jogar fora é muito difícil...
Isso acontece devido aos nossos apegos. Por causa de nosso sentimento de posse. De alguma forma, todos nós temos a noção de propriedade sobre as coisas."
(Trechos de "Tudo o que a grande mente capta", de Rosana Hermann e Isaac Efraim. São Paulo: Editora Gente, 1993.)
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Mensagens telegráficas.
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Cassete. (Dicas.)
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Quando você vê a fita cassete acima, o que você pode fazer? Em primeiro lugar, você pode clicar no botão "play" (a tradicional seta); fazendo isso, começará a executar a canção que está gravada na fita. So isso? Não.
Se passar o mouse pela fita em execução, verá que, no rodapé, aparecem controles; entre eles, aparece o"Menu". Clicando nele, você verá duas abas: na primeira, você encontra todas as "fitas" que eu gravei; na segunda, você encontrará minhas fitas favoritas (gravadas por outras pessoas). Para ouvir qualquer uma delas, é só clicar na mesma.
Resumindo: quando você vê essa fitinha cassete no post, você tem à disposição toda uma discoteca. Aproveite.
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Virgem.
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As coisas não precisam de você Quem disse que eu tinha que precisar
As luzes brilham no Vidigal E não precisam de você Os dois irmãos também não precisam
O Hotel Marina quando acende Não é por nós dois Nem lembra o nosso amor
Os inocentes do Leblon Esses nem sabem de você E o farol da ilha só gira agora Por outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas eu disse Outros olhos e armadilhas Outros olhos e armadilhas
O Hotel Marina quando acende Não é por nós dois Nem lembra o nosso amor
Os inocentes do Leblon Não sabem de você nem vão querer saber O farol da ilha procura agora Outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas eu disse Outros olhos e armadilhas Outros olhos e armadilhas
As coisas não precisam de você
(Virgem, Marina Lima e Antonio Cícero)
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Seja como for...
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Obrigado.
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A amizade.
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A amizade é um sentimento que pode ser comparado a um laço, que uns insistem em manter amarrado, outros fazem questão de deixar frouxo; triste é quando o destino prega a peça de atar uns e outros com o mesmo nó, pois o esforço de se tentar manter vivo um sentimento que só existe em um coração, não em dois, por vezes é humilhante, por vezes é demasiado, por vezes é doloroso, mas é sempre vão.
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O brasileiro comum.
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O brasileiro comum adora transgredir, aceita bem a idéia de extrapolar a escala da contravenção e até tornar-se criminoso; o que ele não suporta, não admite, de modo algum, é estar sob suspeita, ser investigado, ser "vítima" da possibilidade de ser desmascarado.
Tudo estará sempre bem, para ele, desde que "ninguém saiba, ninguém diga, ninguém aponte o dedo, ninguém acuse, ninguém ameace". É o poder tranqüilizante da substituição da realidade pela hipocrisia, na consciência de quem constrói uma sociedade em que "ser" é dispensável, "parecer" não é necessário, mas "ser desmascarado" é o que causa a verdadeira dor insuportável.
E isso não tem sequer ligação com o medo da punição, posto que se crê piamente na impunidade e na injustiça, neste país; a dor vem mesmo da sensação de se ter, de repente, a pele arrancada diante da platéia e, com isso, de se perder meia dúzia de aplausos, dois ou três afagos.
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Justiça.
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Ou eu a levo comigo e a alimento, em silêncio, com meus atos e meu jeito de ser, todos os dias, diante de todas as coisas, sem exceção, ou eu ajudo a matá-la. Sem meio-termo; sem isenção.
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Hipocrisia.
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Pensa que eu não sei que você disse o que não quis eu respondi o que pensava que você queria ouvir Pensa que eu não vi o que todo mundo viu Faz de conta que só eu não percebi que era melhor fazer de conta que o que eu vi não existiu Isso é mera hipocrisia É falsa devoção É triste alegria Fingimento de emoção Isso é mera hipocrisia Afetação de uma virtude É desvio de sentimento Negação de juventude Que impregna com o tempo O que eu senti Não era falso ou ilusão Mas às vezes é melhor Subverter uma emoção Que põe tudo a perder e põe tudo a perder Mesmo que se perca a noção do que é verdade, o que é mentira Mesmo que nebuloso quem é o fiel, quem o traira Olhou mas fez que não Quis, negaceou Cedeu, os olhos reprovaram O que queria e não provou Deu licença e educação (em nome do que acha educado) Mas a verdade,que importa, ficou trancada do outro lado
Hipocrisia, de Luiz Gayotto (site oficial)
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Hipocrisia.
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[Wikipédia: "A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando representar ou fingir. Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.
O termo 'hipocrisia' é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um 'padrão duplo'. Um exemplo disso é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo."]
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Hipocrisia.
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Yahia, filho de Iskandar, nos faz o seguinte relato:
“Eu passava minhas noites na casa do Sufi Anwar Ali Jan. Os presentes que lhe davam os visitantes, serviam para comprar a comida que ele oferecia cada noite à seus convidados antes do momento da meditação.
Ele não permitia a ninguém de se aproximar dele; se sentava em um canto, e sua mão ia de sua cuia à boca. Numerosos visitantes observavam: “Este homem é arrogante e carece de humildade, pois se senta separado de seus convidados.”
Cada noite eu me aproximava um pouco mais dele e logo pude ver que, embora ele fizesse todos os gestos de quem levava comida à boca, ele não tinha nada em sua cuia.
Por fim não pude refrear minha curiosidade e lhe disse:
“Qual é a razão de teu estranho comportamento? Porque tu fazes de conta que comes e deixas as pessoas pretenderem que tu és arrogante enquanto que em realidade tu és modesto e frugal e não quer nem perturbar nem lhes causar vergonha, ó tu o mais excelente dos homens?”
Ele respondeu:
- É melhor que eles pensem que eu careço de modéstia, pelas aparências, do que me acharem virtuoso, se fiando somente às aparências. Não há pecado maior que atribuir mérito sobre as aparências. Agir desta forma, é insultar a presença da virtude interior e real, imaginando que ela não existe para ser percebida. Os homens de exterior julgam pelo exterior, mas pelo menos eles não contaminam o interior”.
Do livro "O Buscador da Verdade" de Idries Shah, em citação do site Poesia Sufi.
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Cassete.
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Uma visão cristalizada do mundo.
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"Toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação.
As imagens fluem desligadas de casa aspecto da vida e fundem-se num curso comum, de forma que a unidade da vida não mais pode ser restabelecida. A realidade considerada parcialmente reflete em sua própria unidade geral um pseudo mundo à parte, objeto de pura contemplação. A especialização das imagens do mundo acaba numa imagem autonomizada, onde o mentiroso mente a si próprio. O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não-vivo.
O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. Enquanto parte da societade, o espetáculo concentra todo o olhar e toda a consciência. Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência; a unificação que realiza não é outra coisa senão a linguagem oficial da separação generalizada.
O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens."
(Trecho inicial de A Sociedade do Espetáculo, Capítulo I - A Separação Consolidada, de Guy Debord, em paráfrase de Railton Sousa Guedes, Coletivo Periferia, publicado pela eBooksBrasil.org.)
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Poder.
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"Tu serás sempre, ó Poder, destituído de piedade, e capaz de tudo! Como tuas palavras correspondem bem a teu interior!"
(Prometeu Acorrentado, de Ésquilo)
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Quer paz?
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Confie.
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O caminho.
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Tenho a sensação de estar quase no fim de um caminho errado.
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Difícil.
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Há mentes mais difíceis de se abrir do que vidros de palmito.
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Tudo.
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Às vezes, tudo o que queremos é uma companhia, uma outra pessoa que, só por estar ali, ouvindo, dando atenção, sorrindo, valorizando nossos pensamentos mais bobos, rindo de nossas piadas tolas, refletindo sobre nossas opiniões, mesmo as mais equivocadas, considerando nossas palavras, mesmo as sem sentido, preenchendo de significados nossos silêncios mais injustificáveis. Alguém que não procure ou espere nada de especial além de nós mesmos e, com isso, seja capaz de fazer fantásticos, únicos, belos, os momentos banais. Uma boa companhia é tudo o de que precisamos para ir adiante e enxergar que todo momento é uma novidade boa, cheia de possibilidades. Onde ela está?
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Ensino à brasileira.
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Houve um tempo em que o aluno da escola pública reclamava da prova-surpresa. Hoje, ele reclama da aula-surpresa. Quando o professor comparece, é um susto; quando dá aula, chega a arrepiar; mas, se der uma prova para valer, aí é desaforo! E o Enem que me desminta. (Se bem que, se o Ensino é Médio, o que se pode esperar do Aluno?)
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Novas informações sobre o caso.
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Quando um idiota qualquer diz "eu voltarei com mais informações", ou "eu voltarei com novas informações", o que é que se pode esperar dele? Que, ao retornar, traga novidades, certo? Certo.
Todos entendemos isso, menos os "jornalistas" de hoje em dia. Sabe-se lá por que cargas d'água, quando esses "profissionais" dizem "voltaremos com novas informações", significa que, a qualquer momento, interromperão a programação para repetir tudo o que já se disse e, ainda por cima, sem muita garantia de que o que se diz seja relevante, necessário, significativo, real, confiável, nem mesmo de que se trate de um "fato".
Aliás, a experiência demonstra que, quanto maior for o número de "suposições" em um "boletim" "informativo", tanto maior será o número de vezes que ele será repetido. Isso deve fazer parte de algum "manual do novo jornalismo de entretenimento", em algum capítulo entitulado "como encher lingüiça ante uma audiência pouco exigente e sem o mínimo senso crítico".
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Como estrelas.
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Aproximações e distanciamentos entre as pessoas as modificam.
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A imprensa.
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Ela deveria calar-se, pelo menos até que a história a contar estivesse pronta. Vidas perdidas não deveriam ser utilizadas para vender jornais, alavancar audiência de programas de televisão, muito menos ser disputadas como produto ou oferecidas como espetáculo. Não há ética sem respeito.
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Sábado. Pode ser e 'tá difícil.
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Trabalho extra. Montar uma apresentação decidida na última hora. Venho para o escritório. Um sujeito bate no meu carro. O sol está brilhando, lindo. Eu sou um idiota que não tem coragem de pegar o carro e ir à praia. Ando muito confuso. Preciso deixar de sufocar meu amigo. Tudo o que eu queria era ser feliz. Pode ser e 'tá difícil.
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Aos solitários.
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Não percam tempo: se estiverem sozinhos, carecendo de um carinho, saiam, façam um afago no primeiro cachorro vira-latas que encontrarem por aí abandonado e vão passear juntos. Vocês não sabem até quando seguirão neste mundo, então pratiquem o bem que ainda estiver contido em seus corações. Dêem vazão aos bons sentimentos, não os deixem apodrecer e secar represados. Se há pessoas que os rejeitam, dediquem-se aos animais, às plantas, à Natureza, da qual, afinal, todos nós fazemos parte. Alegrem-se porque ainda restam os puros, as paisagens e os caminhos. Passeiem com eles e por eles, o quanto puderem. A Felicidade balança o rabo e a Vida agradece.
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A Perversidade da Guerra.
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Quando a imoralidade prevalece, Ó Krishna, as pessoas tornam-se corruptas. E quando as pessoas se tornam corruptas nasce progênie não desejada.
Isto conduz a família e os assassinos da família para o inferno, porque os espíritos de seus ancestrais são degradados quando são privados de cerimônias de oferendas de amor e respeito, devido a progênie não desejada.
As qualidades eternas da ordem social e a tradição familiar, daqueles que destroem a suas famílias, são arruinadas pelos atos pecaminosos da ilegitimidade.
Nós sabemos, Ó Krishna, que a pessoa cuja as tradições da família são destruídas, necessariamente permanecem no inferno por um bom tempo.
(Arjuna Descreve a Perversidade da Guerra, em Bhagavad Gita, de Krishna, tradução de Ramananda Prasad.)
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A Sabedoria do Desapego.
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"Palavras verdadeiras não são lisonjeiras. Palavras lisongeiras não verdadeiras. O homem de bem não fala muito. Quem fala muito não é homem de bem. Homens sábios não são eruditos. Homens eruditos não são sábios. Quem trilha o caminho da perfeição Não acumula tesouros. Riquesa é para o sábio O que ele faz para os outros. Quanto mais ele dá aos aos outros, Tanto mais rico se torna. Assim com o tao brota a vida, Assim age o sábio Sem ferir niguém."
Sabedoria Pelo Desapego Tao Te Ching, capítulo 81 Bom é agir e bom é abster-se da atividade; tanto isto como aquilo conduz à meta suprema. Mas, para o principiante, melhor é agir corretamente.
O verdadeiro renunciante é somente aquele que nada deseja e nada recusa, inatingido pelos opostos, tanto no seu agir como no seu desistir; não afetado nem por esperança nem por medo.
Os ignorantes tecem teorias sobre o agir e o conhecer, como se se tratasse de duas coisas distintas: mas os sábios estão convencidos de que quem faz isto, não deixa de colher os frutos daquilo.
O reino da quietude que os sábios conquistam pela meditação é também conquistado pelos que praticam ações; sábio é aquele que compreende que essas duas coisas – a consciência mística e a ação prática – são uma só em sua essência.
Difícil tarefa, herói, é alcançar o estado de renúncia sem ação e sem que o espírito da fé penetre o coração. O sábio que, pela força da verdade, renuncia a si mesmo, integra-se em Brahman.
Esse é puro de coração, forte no bem e senhor de todos os seus sentidos; a sua vida está a serviço da vida de todos, e ele realiza todas as ações sem ser escravizado por nenhuma delas.
Porquanto reconhece que não é ele que age, quando vê, ouve ou sente.
Pois, quando vê ou ouve, cheira ou come, dorme ou respira, quando abre ou fecha os olhos, quando dá ou recebe ou exerce outro ato sensório qualquer – não são senão seus sentidos que operam com esses objetos externos.
Quem tudo faz sem apego ao resultado dos seus atos faz tudo no espírito de Deus, e, como a flor de lótus, incontaminada pelo lago em que vive, permanece isento do mal.
Com todas as forças do espírito, da mente, do coração e do corpo luta o yogui pela purificação de sua alma, sem nada buscar para si mesmo em tudo o que faz.
Quem a tudo renuncia, jubiloso, alcança, já agora, a mais alta paz do espírito; mas quem espera vantagem das suas obras é escravizado pelos seus desejos.
O sábio que, em corpo terrestre, se libertou do egoísmo, habita, mesmo quando age, no céu da sua paz, na “cidade dos nove portais”; não tem desejos, nem induz outros a terem desejos.
O Senhor do Universo não cria a ação nem o impulso de agir, nem o desejo dos frutos da atividade – tudo isso nasce da natureza finita do indivíduo.
O Senhor do Universo não toma sobre si as culpas dos homens, porque está acima de todas as ações, perfeito em si mesmo. Erram os homens por sua própria ignorância, porque a luz da verdade está envolta nas trevas da ilusão.
Mas quando as trevas sedem à luz, amanhece o dia, e, assim como o sol em pleno esplendor, revela-se ao Ser Supremo.
Quem se integra no Ser Supremo e nele repousa está livre da incerteza e trilha caminho luminoso, do qual não há retorno, porque a luz da verdade o libertou do mal.
Quem vive na luz da Verdade vê Deus em todos os seres – no brâhmane e no cão, no elefante e na vaca, e até no desprezado paria.
Os que estão firmes na luz da verdade venceram o mundo, já aqui na terra, pela fé na harmonia universal; porquanto Brahman transcende todas as condições da dualidade, habitando na suprema unidade – quem o conhece, repousa em Brahman.
Quem vive firmemente consolidado na consciência de Brahman não sucumbe à alegria, na prosperidade, nem à frustração, na adversidade – mas remonta à claridade sem nuvens e se integra na Divindade.
Quem preserva sua alma livre de todas as coisas que vêm de fora realiza o seu verdadeiro EU, atinge a Paz Profunda, a beatitude do verdadeiro ser.
As alegrias que brotam do mundo dos sentidos encerram germes de futuras tristezas; vêm e vão; por isso, ó príncipe, não é nelas que o sábio busca a sua felicidade.
Feliz é aquele que, durante a vida terrestre, consegue libertar-se dos impulsos que geram paixão e ódio, estabelecendo-se firmemente no espírito da união com Deus.
É ele, na verdade, um santo, que encontra o céu dentro de si mesmo; a sua vida é uma com Brahman e abre-se-lhe a porta do nirvana.
É assim que os rishis, livres de incertezas e senhores de si mesmos, já aqui na terra, entram no nirvana da Divindade, vivendo a vida de todos os seres.
Todos os que, libertos de ódio e paixões, fortes na humildade e iluminados pela fé, superaram o seu ego humano e realizaram em si o Eu divino, todos eles se aproximaram da verdadeira Paz em Deus.
O yogui que habita na luz, que se abstém do contato com o mundo dos sentidos, cujo olho espiritual se abriu e cuja respiração espiritual se sintonizou com a respiração corporal.
Ele, que repleto da virtude de Deus, governa o coração e a mente, e, sem egoísmo, anseia pela redenção – esse se libertou de si mesmo e vive na paz eterna, aqui e por toda a parte.
Ele sabe, que EU SOU a Essência em todas as Existências; eu, o Imanifesto em todos os Manifestos: eu, a suprema e imutável Realidade em todos os mundos em incessante mutação; eu, refúgio e proteção de todas as criaturas. Quem isto sabe, encontrou a paz...
(A Sabedoria do Desapego, em Bhagavad Gita, de Krishna, traduzido por Huberto Rohden, Ed. Martin Claret. Para ler a versão online, traduzida para o idioma Português pelo Dr. Ramananda Prasad, clique aqui.)
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Os bons.
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Não precisaríamos ser "os bons", caso fôssemos unidos. A união nos deixaria igualmente "melhores". Mas...
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Pior que a injustiça...
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Pior que a injustiça, só mesmo a Justiça que não funciona.
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Cuidado.
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A vida merece.
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Assim são os amigos:
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"Você daria a vida por mim? Eu lhe garanto: antes que o galo cante, você me negará três vezes." (João, 13; 38)
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